Tarefa 2

Bom, a segunda tarefa tem por objetivo diminuir a minha pegada de carbono, aproveitar coisas que não uso mais e reciclar o lixo!

Elaborei um plano de ação que consiste nos seguintes pontos:

– apesar de não andar de carro quase nunca, vou parar de pegar ônibus para curtas distâncias e fazer o caminho a pé;

– aqui em casa já separamos o lixo orgânico do reciclável, mas vou me esforçar para que tudo o que possa ser reciclado esteja no lugar certo;

– tiraremos os computadores e a televisão da tomada quando não estivermos usando;

– nessa sexta-feira haverá uma feira de troca na minha faculdade e levarei coisas que não tenho mais interesse para tentar trocar por outras que possam ser úteis.

É isso! Quinta-feira dou uma posição de como tudo isso ficou e os manterei informados!

Lição de Casa

A primeira lição de casa foi calcular a minha pegada de carbono.

O site que recebi por e-mail é americano, então a conversão de medidas e até mesmo os hábitos de consumo eram bastante diferentes… Resolvi usar, então, a Calculadora de Carbono: http://www.calculadoracarbono-cgd.com/

Como moro com mais três amigas, nossas emissões totalizaram 5273 quilos de CO2 por ano – sendo cada uma responsável, em média, por 1276 quilos por ano.

 

Primeira Tarefa

Questionar nunca foi alguma coisa que eu não fiz. Querer entender o porquê desse mundão em volta de mim ter um quarto da sua população total abaixo da linha da pobreza. Ou o porquê de votarmos em representantes para os órgãos de governo, entregarmos a eles o poder de ser nossa voz, mas não termos os nossas reivindicações atendidas – reivindicações aquelas pelas quais eles prometeram, pelo menos, se esforçar para que fossem concretizadas. Inconformismo com essa realidade um tanto egoísta, incapaz de enxergar que muitos dos problemas dos outros foram causados por nós mesmos…

Mas em um meio como o do GSA, acho que não sou só eu quem é assim. Na verdade, penso que numa sociedade que vem passando por transformações e concientização profundas como a nossa, é um pouco difícil ficar alheio a esse sentimento. Inerte, apático – até pode ser – mas é impossível não ver passando pela cabeça, como num filme por um segundo que seja, os mil problemas socioambientais, revoluções e anti-revoluções que nos rodeiam.

E é atingida por essa onda que eu me sinto agora. Me sinto na obrigação de agir; de ser mais duas mãos trabalhando, que somando-se a outras duas, e mais duas, e mais duas… Tornam-se milhares – milhões e bilhões também, espero! É um pouco daquela história: no momento em que a pulga da indignação te pica… Ah, daí não tem mais volta.

Meus pais, sempre engajados em causas ambientais, são bastante mobilizados em causas diversas desde que me conheço por gente – ou melhor, até antes disso, já que foi num desses simpósios Brasil afora em que eles se conheceram… Nunca me deixaram ficar de braços cruzados, achando que a barbárie que é uma criança morar na rua fosse normal, por exemplo. Ou que um novo Código Florestal como o recentemente elaborado fosse um assunto para se aceitar sem questionamentos.

Por essas e por outras, acho que, depois de muito pensar e cogitar estudar medicina para poder trabalhar e agir diretamente nas comunidades mais carentes e abandonadas desse país (e quiçá do mundo), dando suporte à saúde de muitos que nem saneamento básico têm, que vim parar no lugar em que parei.

Ciências Sociais da Universidade de São Paulo, 2010. Comecei a encontrar argumentos teóricos que pudessem embasar a minha indignação – mas também me deparei com muitas dúvidas. Tendo sido criada e morando numa cidade como São Paulo, encontrei diversas questões abarcando a insustentabilidade dessa metrópole em termos tanto estruturais, quanto ambientais e o que o diga, sociais…

Quase migrei para a arquitetura, com a esperança de poder desenvolver projetos urbanísticos que tornassem esse meu microcosmos (não tão micro assim, admito) pelo qual sou apaixonada um tanto mais suportável para os outros atuais 17 milhões de habitantes e para as gerações que estão por vir…

Acabei abandonando essa idéia de mudança na gradu’ação em troca de uma formação que me de permitisse desvendar onde é que está a raiz de todas essas complicações de uma sociedade – que se reflete de forma intensificada nos centros urbanos. Mergulhei de cabeça nessas nossas Pólis modernas e não consegui mais sair…

E os sonhos mais poderosos nasceram depois que encontrei esse combustível que manteve a minha chama acesa. Sonho de não ficar parada, sonho de conseguir através de ações de milhares de pessoas, ser parte da mudança no mundo que nunca conseguiria fazer sozinha… Sonho viver em cidades grandes que não sejam caóticas, que não escondam e excluam seres humanos em seus bairros escuros e sujos; sonho que consigamos chegar ao final do século com os oceanos limpos, florestas que tenham áreas desmatadas recuperadas. Sonho de mobilização política massiva – e uma mobilização que dê frutos! Sonhos que parecem clichês e por demais – vejam só – sonhos! Mas, se não pensarmos grande não restringimos demais o que podemos fazer de pequeno?

Os desafios? Ah, a barreira de inércia que, hoje em dia, chamamos também de “TELA”. Tela, screen, écran, enfim, essa coisa de vidro do outro lado de nossos computadores, televisões e celulares que nos convencem, muitas vezes, que o virtual já basta; que vai tudo bem lá fora porque tudo está calmo aqui, do outro lado do front.

E como comecei a me mexer? Primeiro no Movimento Escoteiro, desde os sete anos de idade. Diversas atividades e acampamentos que foram importantíssimos para a minha formação por causa da multiplicidade de pessoas com as quais dividi esses espaços… Até na Inglaterra, com mais quarenta mil jovens de todo o mundo, quem diria!

Já na faculdade, descobri o Um Teto Para Meu País, ONG latinoamericana que me conquistou de uma maneira surpreendente… E de lá prá cá, venho procurando me envolver cada vez mais em discussões sobre Direito à Moradia, por exemplo.

(essa aqui em cima é a família da Bia e do Jaílson, um casal com seis filhos que mora na comunidade Fabriquinha, em Carapicuíba, e atuais moradores da primeira – espero de muitas! – casa construída com a minha ajuda através do Teto, em Setembro)

E não fico por aqui: venho desenvolvendo uma pesquisa com financiamento do CNpQ sobre o polêmico Projeto Nova Luz, um plano de requalificação urbana que promete revitalizar grande parte do Centro Velho de São Paulo. Mas isso é história para um próximo post…

E aqui se vai a primeira tarefa. Um “Quem Sou Eu” extenso o suficiente prá não ser vazio, mas vago o bastante para ainda deixar muito o que contar…
Meu nome é Marina, tenho 19 anos, estudo Ciências Sociais e assim coloquei o pé no Caminho do Guerreiro…